Educação no Estado: alteração brusca gera protestos
Por Carlos Hermes da Cruz*
- 11/01/2010
| Agostinho Noleto: Sub-secretário de Educação do Estado |
Os problemas se dão principalmente por questões geográficas e estruturais. Em muitos bairros as escolas de ensino fundamental ficaram distantes para as crianças que terão que se deslocar para outras regiões. Além do número de vagas oferecidas ser insuficiente para a demanda.
Na minha região, Parque Anhanguera e Buriti, assim como Vila Nova e outros, os moradores ensaiam protestos já que a escola destinada ao ensino fundamental, Francisco Alves, não oferece estrutura alguma.
A descentralização do Ensino Médio para os bairros representou um certo avanço e conquista para as comunidades mais distantes do centro.
Ter uma escola perto de casa animou muita gente a voltar a estudar em horário alternativo ao trabalho, fato que de certa forma contribuiu para esvasiar as grandes escolas do centro.
A AÇÃO
Sem saber o que fazer, Agostinho isola o Ensino Médio da Escola Vespasiano Ramos com mais de 350 alunos matriculados.
Essa situação tem deixado muitos alunos e pais inquietos e revoltados, porque representa um retrocesso, volta ao passado.... e mais... um ato de abuso truculento de poder.
O gestor tem a cara de pau de ir para a televisao apresentar argumentos fracos, sem fundamentos e incompativeis com a situação
NÚMERO DE VAGAS
O Estado reduz o número de vagas, limitando ao máximo de 35 alunos por sala de aula. Isso é legal, mas foge à realidade da cidade, como atitude isolada não significa melhoria no rendimento escolar e contradiz o atual Diretor Regional, Agostinho Noleto, que criticando a gestão passado, prometia aumentar o número de vagas oferecidas.
VOLTA DA FILA POR VAGAS
Me lembro que em 1999, gestão da governadora Roseana,para ingressar no ensino médio tive que fazer uma prova seletiva, as filas eram grandes e as vagas escassas. A cidade precisa ficar atenta para evitar a volta a essa realidade. A falta de qualidade e de vagas no ensino público só interessa ao setor privado da educação.
*Carlos Hermes é historiador e professor



