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Cresce o numero de bandas de rock em Imperatriz


Por Carlos Leen Santiago
- 11/03/2010

Turma nova no pedaço: Banda Dreamers
Graças há uma maior facilidade em adquirir equipamentos e acessórios que permitem melhor elaboração dos ensaios, ou então pela difusão maior de idéias via internet o numero de artistas ligados a musica em Imperatriz tem crescido muito de uns dez anos pra cá. Tanto em qualidade quanto em quantidade
Em especial o estilo rock, e seus sub-gêneros tem despertado na galera jovem o desejo de pegar num instrumento, mas não é de hoje que esse fascínio pela musica mais “pancada” acontece e as coisas parecem estar mais “fáceis”. Leia bem: PARECEM.
No começo dos anos noventa havia dificuldades mil para quem se atrevesse a montar uma banda. E não era só por falta de estrutura física, mas também devido há o enorme preconceito que de certa forma diluía a boa vontade de quem tocava. Hoje em dia até na Malhação (seriado da Globo) há uma banda de rock tocando. Nos 90 isso era quase “maldito” em Imperatriz.
Por aqui havia uma divulgação artesanal do trabalho das bandas desconhecidas através da famosa fita k7, mas no geral quase nenhum grupo chegou a gravar alguma coisa, salvo a Noiseverm (já em 2000) e a obscura banda Mistyc (1994), de heavy metal, que contava na época com o atual blogueiro Samuel Souza nos vocais.
Outras bandas com excelente trabalho chegariam a sacudir a cidade, como por exemplo a banda de punk grunge Nirvana Couver, com o lendário Magôo nas guitarras. Em época de Feira de Arte podíamos ter a certeza de sempre contar com a participação de projetos do vocalista Hernande Loius, hoje em dia Nanny Vieira, que chegou ainda a gravar um CD mais recentemente e teve de ir embora pra Goiânia disputar o todo poderoso mercado. Nanny sempre tocava/cantava grandes clássicos do rock com seu timbre de voz muito característico com o da banda americana REM.
De 1996 a 2000 tivemos uma verdadeira letargia no cenário musical e as bandas de rock sumiram da cidade. Mesmo que esporadicamente acontecessem shows pequenos com bandas de fora, os artistas imperatrizenses não ficaram atuando localmente e tiveram que ir embora. Mauro Izzy grande baixista e componente da extinta Legião Urbana Couver arrumou as malas e se mandou pra ilha junto com o maluco beleza Wilson Zara, na época Zara era puro rock in roll com seu grupo “Flor de Cactus”.
Nos dias atuais graças a mudanças profundas no quadro cultural, por meio do acesso há novas tecnologias, na cidade, houve um significativo crescimento da cena musical, isso se exprime claramente nas apresentações na noite e no constante volume de festivais acontecendo em Imperatriz. Não obstante a tudo isso, tocar numa banda é uma despesa de tempo e dinheiro ainda para poucos.
Podemos destacar duas excelentes bandas que sempre lotam as arenas por onde se apresentam: Freedom e Antiquários. Uma mais rockeira a lá Guns in Roses e a outra mais com cara de Jota Quest meio pop rock. Correndo por fora temos a competente banda Mortos, que prima pelo estilo metaleiro de ser e sempre traz opções de nível para shows na cidade.
Enquanto escrevo essas linhas, novas bandas estarão sendo formadas e novas historias deverão ser contadas. Ainda bem!
Continua no próximo capitulo...



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